Sem rumo.
Pára no último degrau, suspira.
Abre a porta do antigo prédio
E é bafejada pelo vento.
Olha para a esquerda e para a direita,
Naquela avenida movimentada, cheia de vida e
Sem vida para lhe dar.
Segue o passeio que conduz
Ao reconforto do Tejo.
Chegada onde os seus pés a guiaram,
Senta-se.
Mantém os óculos de sol
Que a protegem dele e das pessoas.

Olha o Tejo e uma vontade de chorar subitamente surge...
Ao mesmo tempo, uma mão pousa no seu ombro!
Todas as suas células despertam, o seu corpo reage
Instintivamente ao toque...
A sua pele conhece já aquela pele...
Olha para a mão, e levanta o rosto até aos olhos,
Olhos que a fazem perder...
Pede ao Tejo telepaticamente:
"Leva as minhas tristezas! Neste segundo já não tem razão de existir!"
E perde-se num abraço em Belém, ao final de tarde...
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