
Assim percorrem eles a rua
E eu aqui sentada
Conheço a história que se lê na lua.
Traços de mágoa
Estão escritos naquelas faces,
É claro como a água
Que tudo da vida, fases.
Flutuam desconhecendo
Tudo que à volta os rodeia,
Rumam padecendo
De uma grande cegueira.
O mais fútil, vazio e sem sentido
É o que mais interessa,
Seja objectos ou pessoas, é o mais apetecido
E que possa ser consumido com prazer e depressa.
Muitos guardam consigo mágoas
Do que não deviam ter feito
Ou do que deixaram por fazer,
Mas que podemos mudar se o mundo não é perfeito?
Continuo aqui no meu canto,
Esperando um olhar,
Um que me faça algo despertar
E que no seu silêncio vida me transmita.
Escrito à um ano, talvez.
Inspiração vinda de Setúbal...prece atendida!
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